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M2 Drones Agrícolas

Controle Biológico · Eucalipto

Liberação de Palmistichus elaeisis via Drone

Controle biológico de lagartas desfolhadoras em eucalipto — distribuição aérea precisa de cápsulas parasitoide em talhões de reflorestamento de alta escala.

O que é o Palmistichus elaeisis?

O Palmistichus elaeisis é um ectoparasitoide de pupas de lepidópteros desfolhadores do eucalipto, como Thyrinteina arnobia, Eupseudosoma aberrans e Glena bipennaria. Criado em laboratório e liberado via drone, o parasitoide parasita as pupas das pragas nos talhões, reduzindo a população das lagartas sem uso de inseticidas químicos — preservando a fauna benéfica e a qualidade da madeira destinada à celulose, carvão ou serraria.

Por que usar drones?

Vantagens da liberação aérea

🌳

Alcance em reflorestamentos extensos

Talhões de eucalipto podem ultrapassar centenas de hectares em terrenos acidentados e de difícil acesso. O drone percorre as áreas com autonomia e precisão georreferenciada, liberando as cápsulas de forma homogênea sem depender de equipes terrestres nos talhões.

🎯

Controle no pico pupal

O Palmistichus atua na fase de pupa, quando a lagarta já cumpriu parte do dano foliar. A liberação no momento certo do ciclo — monitorado pelo parceiro biológico — garante máxima taxa de parasitismo e redução efetiva da próxima geração da praga.

🌿

Zero contaminação química

O controle biológico elimina a necessidade de inseticidas, preservando inimigos naturais já presentes nos talhões, reduzindo custos com licenças de aplicação de agroquímicos e viabilizando certificações de manejo florestal sustentável.

Alta capacidade operacional

Cada frente de trabalho atinge alto rendimento diário, com operação nos horários de menor temperatura. A estrutura conta com veículo refrigerado para transporte e conservação dos tubetes até o momento exato da liberação no campo.

Espécies parasitadas

Principais pragas controladas

O Palmistichus elaeisis é um parasitoide generalista de pupas de lepidópteros, com alta eficiência sobre as principais espécies desfolhadoras do eucalipto no Brasil.

Thyrinteina arnobia
Lagarta-parda do eucalipto

A principal desfolhadora do eucalipto no Brasil. Surtos populacionais podem causar desfolhamento severo em curtos períodos, comprometendo o crescimento volumétrico e antecipando o corte.

Eupseudosoma aberrans
Lagarta peluda branca

Desfolhadora de eucaliptos jovens. Suas lagartas atacam preferentemente brotações e folhas novas, afetando plantios em fase de estabelecimento e regeneração pós-corte.

Glena bipennaria
Lagarta-preta do eucalipto

Ocorre associada a surtos de T. arnobia, com padrão de ataque semelhante. O controle simultâneo via Palmistichus reduz a pressão de ambas as populações em uma única operação.

Oxydia vesulia
Geometrídeo do eucalipto

Lagarta geométrica que causa desfolhamento pontual em talhões adultos. Registros de parasitismo natural por Palmistichus confirmam sua eficácia sobre esta espécie em campo.

Processo operacional

Como funciona a operação

01

Coleta de informações e planejamento

A contratante nos envia a Ordem de Serviço com a lista de fazendas e talhões onde as liberações serão realizadas. Nossa equipe identifica as áreas via GIS, extrai os shapes e divide os talhões em blocos operacionais, respeitando redes elétricas, carreadores e a linha de visada do piloto (VLOS — Resolução ANAC nº 710/2023).

Os parâmetros de voo são configurados com base na área total e na dosagem de cápsulas por hectare definida pelo parceiro biológico: espaçamento entre linhas (40 m), altitude (25 m) e intervalo de liberação calculado automaticamente pelo sistema embarcado.

02

Transporte e conservação dos parasitoides

Os tubetes com pupas parasitadas são retirados no local designado pela contratante e transportados em veículo pick-up refrigerado com película solar, mantendo a cadeia de frio necessária para preservar a viabilidade do Palmistichus até o momento da liberação em campo.

03

Execução das missões

As liberações ocorrem nos horários de menor temperatura — turnos matutino (a partir das 05h) e vespertino (a partir das 16h) — para evitar o estresse térmico sobre os parasitoides. A aeronave S180 hexacóptero executa a missão autônoma, com o piloto acompanhando em tempo real via câmera FPV.

Composição da equipe

  • Piloto com CAAR
  • Auxiliar de campo
  • Veículo pick-up cabine dupla refrigerado com película solar
  • Aeronave S180 hexacóptero com câmera FPV
  • Termo-higroanemômetro digital
  • Internet via satélite Starlink
  • Gerador de energia + carregador de baterias
  • Kit de peças reserva e ferramentas
  • EPIs completos

Rendimento operacional

Cada frente de trabalho atinge rendimento de no mínimo 350 ha/dia, podendo chegar a 600 ha/dia dependendo das condições climáticas, topografia e qualidade dos parasitoides fornecidos.

Para contratos de grande escala, disponibilizamos múltiplas frentes simultâneas, garantindo cobertura dentro da janela agronômica correta para o pico pupal da praga.

04

Relatório pós-liberação

Ao encerrar cada missão, os logs de voo .dat — criptografados e não manipuláveis — são enviados para a nuvem. Nossa equipe técnica os processa e gera mapas georreferenciados com os pontos reais de liberação de cada tubete, comprovando a cobertura integral da área. Relatórios enviados diariamente.

Especificações

Parâmetros técnicos de voo

6–12 Tubetes por hectare
32 km/h Velocidade de voo
25 m Altitude de voo
40 m Distância entre linhas
<30°C Temperatura máxima
30–80% Umidade relativa
<6 km/h Velocidade do vento
25 m Recuo de bordadura

Aeronave S180 hexacóptero · Operação em VLOS · Monitoramento em tempo real via câmera FPV · Turnos: 05h–10h e 16h em diante

Rastreabilidade

Relatório pós-liberação

Cada operação gera um relatório completo entregue ao cliente, com mapa georreferenciado e dados rastreáveis para auditoria técnica e florestal.

📋 Dados da operação

  • Data, horário de início e fim
  • Fazenda, talhão e plano de voo
  • Tubetes esperados vs. liberados
  • Margem de variação
  • Piloto responsável (CAAR)

🌡️ Condições climáticas

  • Temperatura inicial e final
  • Temperatura média
  • Umidade inicial e final
  • Umidade média
  • Velocidade do vento inicial e final

🗺️ Mapa georreferenciado

  • Pontos reais de liberação por tubete
  • Gerados via arquivo .dat (criptografado)
  • Deslocamento completo da aeronave
  • Logs em nuvem para auditoria
  • Relatórios enviados diariamente
Conformidade

Legislação e registros

✈️Aeronaves regulares junto à ANAC — Resolução nº 710/2023 (operações em VLOS)
📡Aeronaves regulares junto à ANATEL
🛰️Autorizações de voo via DECEA/SARPAS antes de cada operação
🌿Empresa registrada no IBAMA
🎓Operadores capacitados com CAAR conforme requisitos do MAPA em todas as liberações
🌾Empresa registrada no MAPA via SIPEAGRO com engenheiro agrônomo como responsável técnico
📐Registro no CREA-MG com visto de atuação no CREA-GO
🛡️Registro na Agrodefesa-GO e no IMA-MG
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